quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Fuzil de Assalto

Fuzil de assalto
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Fuzil de assalto AK-47
O Fuzil de assalto é uma arma leve dos modernos exércitos mundiais que se tornou o armamento de dotação individual dos combatentes de infantaria. Este tipo de arma é igualmente conhecido por Espingarda de Assalto, Fuzil Automático ou Espingarda Automática.
[editar] Desenvolvimento


Fuzil de assalto M16A2 (a gás)
Nascido no final da Segunda Guerra Mundial, o fuzil de assalto, teve uma grande evolução, adaptando-se aos mais diversos usos na guerra moderna. Ele surgiu quando estrategistas militares perceberam que, diferentemente da Primeira Guerra Mundial, que ocorreu com exércitos inteiros em linhas estáticas, combates em trincheiras e com disparos a longas distâncias, a Segunda Guerra não permitia o estacionamento de tropas devido à grande mobilidade dos veículos blindados apoiado pela artilharia e infantaria.

Foi nessa conjuntura que surgiu o fuzil de assalto, o infante combatia agora a curtas distancias, sendo que muitas vezes o embate ocorria em áreas urbanas, um campo de batalha que não havia sido explorado até o momento; diferentemente do combate em campo aberto, não havia o apoio instantâneo do fogo das metralhadoras, as quais necessitavam ser montadas e o encontro com o inimigo era inesperado. Esse panorama fez com que armas fossem modificadas para se adaptarem a essa nova realidade, as metralhadoras são um exemplo dessa mudança: receberam bipés e coronhas, ficando os tripés e outros reparos para outras situações; também nesse novo cenário de guerra as submetralhadoras tornaram-se uma das melhores armas a serem empregadas devido ao seu poder de fogo, grande capacidade de munição e portabilidade, tendo como destaques a alemã MP-40, americana Thompson e a inglesa Sten; também se destacaram armas como a Carabina M1 e os fuzis BAR e M1 Garand que possuíam um maior poder de fogo e velocidade de tiro quando comparadas com os fuzis de repetição. Contudo essas armas ainda não eram consideradas ideais: os fuzis eram grandes e pesados e seu uso nas áreas urbanas e de selva era difícil, já as submetralhadoras tinham uma boa portabilidade, mas calçavam uma munição que não possuía um poder de parada apropriado nem eram adequadas para combates a médias distâncias.


Fallschirmjägergewehr 42


Sturmgewehr 44

Foi justamente para suprir as qualidades dessas armas que nasceu o fuzil de assalto, inicialmente o FG-42 (FG de Fallschirmjägergewehr - Fuzil para pára-quedistas) o qual tinha uma boa portabilidade, porém o calibre 7,92x57mm tornava o tiro automático preciso quase impraticável. Ele foi seguido pelos MP-43 e MP-44 (MP de MachinenPistole – Submetralhadora) tendo finalmente surgido o Stg. 44 (“Stg.” de SturmGewehr – Fuzil de Assalto), o qual e considerado de fato o primeiro fuzil de assalto, pois tinha como características as portabilidade, grande capacidade de munição, funcionamento automático e semi-automático e um calibre intermediário, o 7,92x33mm.

Em fins de 1944, os alemães apareceram no campo de batalhas com uma surpresa: o casamento entre o poder e a precisão do rifle com o fogo automático da metralhadora, o MP-44 Sturmgewehr (literalmente, "o rifle da tempestade", ou, no jargão militar, "o rifle para invasões"), que ficou conhecido entre os aliados como Assault Rifle (fuzil de assalto ou rifle de assalto), nome usado até hoje.

Os fuzis de assalto representam um salto enorme no campo bélico. Essas metralhadoras portáteis podem ser usadas como metralhadoras de mão a curtas distâncias e como fuzis poderosos a longa distância. São armas tão poderosas, que hoje são a arma principal de todos os exércitos do mundo.

Em 1947, com a invenção do fuzil russo Avtomat Kalashnikov AK-47, o fuzil de assalto mais famoso do mundo e uma das armas portáteis mais bem sucedidas entre as já produzidas [1], é usado até hoje graças ao seu baixo preço e sua devastadora performance. Os EUA, para não ficarem em desvantagem em relação à União Soviética, criaram então seus próprios fuzis de assalto. O primeiro deles foi o Colt AR-10. A este, seguiu-se o revolucionário Colt AR-15, a primeira arma a substituir o ferro e a madeira por alumínio e plástico.

Seguiram-se outros tipos de fuzis de assalto, como o estadunidense M16, o russo AKS-74U, o alemão HK G3, o austríaco Steyr AUG, o israelense IMI Galil e o brasileiro Imbel MD-2. Alguns fuzis se especializaram, como fuzil de precisão Barret M82, e o fuzil-metralhador francês FAMAS 5.56mm.


O combate ao terrorismo, em particular, apresenta uma série de tarefas bem abrangentes, destacando-se: busca, isolamento e eliminação de atiradores, corte de seus canais de suprimento, controle de localidades habitadas e de pontos dominantes, “limpeza” de territórios liberados, escolta de comboios, e eliminação de atiradores de precisão (snipers). Via de regra, os combates se realizarão em áreas adversas, como cidades ou regiões montanhosas, e freqüentemente o inimigo usa inocentes como escudo, o que só aumenta os problemas. Essas considerações levaram inicialmente à definição das características básicas desejáveis para uma nova geração de fuzis, e a seguir ao seu desenvolvimento. Esse texto mostra os principais novos programas da KBP, em termos de fuzis.O papel dos fuzis de precisão (sniper rifles) cada vez se torna mais difundido. Eles permitem o engajamento de uma ampla variedade de alvos com um mínimo de esforço e um máximo de efeito. Algumas das características mais desejáveis, algumas conflitantes, desse tipo de arma de arma são:- Acerto no primeiro tiro: a chave para obtenção desse objetivo é o desenvolvimento de uma munição de longo alcance (até 1.500-2.000m), e a capacidade da arma em poder ser usada em diferentes condições meteorológicas.- Expansão dos tipos de alvos que podem ser engajados: em termos de penetração, a munição deve ser capaz de engajar alvos humanos protegidos por blindagem individual ou por obstáculos como troncos, alvenaria, placas de concreto, ou ainda embarcados em veículos blindados leves (os próprios veículos podem também ser o alvo).- Minimização da assinatura no momento do disparo: entre outros fatores, seria ideal uma munição que não produzisse ruído nem clarão.A solução mais drástica e generalizada para o problema de aumentar consideravelmente a precisão, o alcance e a letalidade consiste no aumento do calibre. Entre outras vantagens, uma munição de maior calibre é menos sensível ao vento. Entretanto, as características de dispersão da munição comum de 12,7mm não são adequadas ao seu emprego para tiro preciso a grandes distâncias. Esse problema foi resolvido através da criação de uma munição especial de 12,7mm.A capacidade de melhorar sensivelmente os acertos através do uso dessa munição foi comprovada pela KBP, e é mostrada no Gráfico 1. Além disso, a análise experimental mostrou que um projétil de 12,7mm pode penetrar 400mm de alvenaria a uma distância de 1.000m, e manter energia suficiente para causar danos atrás do obstáculo, enquanto um projétil perfurante de 7,62mm (disparado a partir de um fuzil de precisão SVD) não consegue penetrar a mesma parede a uma distância de 40m. Essa vantagem em termos de penetração também é clara quando o tiro é feito contra painéis de concreto e contra blindagem.OSV-96 e VM-200O fuzil de precisão OSV-96, de 12,7mm, apresenta maior alcance, precisão (o projétil de 12,7mm sofre um terço do desvio devido ao vento apresentado por um de 7,62mm) e capacidade de penetração. Além disso, é possível engajar soldados protegidos, viaturas com blindagem leve ou sem blindagem, sistemas de mísseis e artilharia, aeronaves estacionadas, etc. Quando empregado como arma anti-sniper, permite que se engaje um atirador inimigo que utilize arma de menor calibre, mantendo-se fora de seu alcance. O recarregamento automático possibilita elevada cadência de tiro, e as dimensões facilitam o transporte. O recuo é bastante diminuído pelo freio de boca. A arma é equipada com sistema de pontaria ótico para uso diurno e noturno; encontra-se em produção e está operacional com o Ministério do Interior da RF, com a designação V-94.Outro fuzil de precisão no calibre 12,7mm é o VM-200, destinado a realizar as mesmas missões do OSV-96, mas seu recarregamento é manual. A configuração “bullpup” é especialmente favorável ao usuário.VSK-94O fuzil de precisão VSK-94, no calibre 9mm, destina-se a alcances menores, e combina: ausência de ruído e clarão no momento do tiro, por usar munição subsônica e um silenciador/supressor de clarão; alta letalidade e poder de parada; eficácia em alcances de até 400m, suficiente para cenários de guerra urbana. Outras vantagens do VSK-94 são: a possibilidade de realizar tiro automático, quando engajando alvos múltiplos; a facilidade de conversão em arma automática comum sem o silenciador; facilidade de ser rapidamente desmontada, para transporte ou ocultação.Em princípio, o tiro silencioso só é possível através do uso de um projétil subsônico, o que entretanto impõe limitações à letalidade de projéteis de calibre convencional (para munição silenciosa padrão de 7,62mm, o alcance de tiro eficaz contra alvos protegidos é reduzida por um fator de 3 a 8). Por outro lado, a munição de precisão SP5, de 9 x 39mm, subsônica, usada por forças especiais e projetada para não emitir ruído nem clarão, garante a manutenção de um alto nível de energia cinética graças à sua forma aerodinâmica, que garante que ao final de sua trajetória só tenha sofrido uma pequena redução na velocidade e energia (Gráfico 2).As munições utilizadas pelo VSK-94 praticamente não produzem ricochete, o que reduz a probabilidade de impactos não desejados, em áreas povoadas. Podem ser usadas as munições padrão SP-5 e SP-6 ou, alternativamente a munição PAB-9 de 9 x 39mm, desenvolvida pela KBP e cujo poder de penetração é comparável ao da SP-6, que entretanto custa três vezes mais. O VSK-94 utiliza o visor de tiro PKS-07 e, para tiro noturno, o PKN-032. A arma encontra-se em produção em série e está operacional com o Ministério do Interior.
Acima e ao lado O fuzil de assalto A-91, no calibre 7,62mm, já vem equipado com um lançador de granadas de 40mm sob o cano, permitindo o engajamento de pessoal inimigo tanto em terreno aberto como em locais onde seria impossível o tiro direto (Fotos: KBP).

A-91 e 9A-91O fuzil de assalto A-91, no calibre 7,62mm, já vem equipado com um lançador de granadas de 40mm sob o cano. Essa combinação de munições permite o engajamento de pessoal inimigo tanto em terreno aberto como em locais onde seria impossível o tiro direto. A munição 7,62mm é do modelo 1943, o que garante eficácia mesmo quando atirando através de arbustos ou folhagem. A configuração “bullpup” facilita a manobrabilidade do usuário, e a arma oferece grande confiabilidade sob as mais diferentes condições de uso.A ejeção dos cartuchos para a frente reduz o lançamento de gases contra o rosto do atirador e facilita o tiro a partir de qualquer um dos ombros Apesar das reduzidas dimensões e pesos, a arma oferece precisão igual à do fuzil de assalto AK-74. Para aumentar os efeitos da munição do fuzil é necessária a modernização da munição padrão de 7,62mm, melhorando seu desempenho em termos de penetração através do uso de projéteis com núcleos alongados de maior dureza. O fuzil de assalto 9A-91, no calibre 9mm, pode ser usado também por forças policiais, sendo uma arma leve e eficiente para missões de assalto em ambientes urbanos. Os maiores méritos do 9A-91 são elevado poder de penetração e efeito de contacto. Isso se deve ao calibre maior, ao formato aerodinâmico do projétil e ao seu peso, características que asseguram alcance de tiro eficaz, adequado ao combate urbano. A velocidade subsônica do projétil e silenciador/eliminador de clarão diminuem a assinatura por ocasião do tiro; as características de peso e dimensões são semelhantes às de uma submetralhadora, o que permite grande mobilidade ao usuário.A coronha escamoteável e a empunhadura tipo “pistola” possuem excelentes características ergométricas e facilitam o controle durante a pontaria e o disparo. Desmontado, o 9A-91 pode ser colocado em uma pequena sacola de lona, facilitando a ocultação e o transporte A arma é dotada do sistema de pontaria PK-01, e está em serviço com o Ministério do Interior.A KBP está atenta a novos desenvolvimentos e tecnologias que aumentem a eficácia em combate, expandam as capacidades táticas da arma e melhorem a segurança do infante. Esses objetivos, por exemplo, podem ser conseguidos através do uso de sistemas de visada combinados TV/óticos, que permitam diminuir significativamente os erros de visada sem que o atirador adentre a área perigosa durante o combate (fazendo o tiro “de esquina”, a 90 graus da linha de visão do atirador).




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